quinta-feira, 30 de agosto de 2012

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Como escrever - "Como construir um personagem?"

    Olá Leitores!
    Espero que essa série de posts estejam sendo úteis para quem quer começar á escrever. Hoje vou dar umas dicas de como construir personagens que sejam cativantes.

Como construir um personagem?

     Agora que você já sabe construir um texto e não cair na besteira do tema batido, vamos dar vida áqueles que carregam o enredo nas costas, os personagens.
     Existen personagens básicos que toda historia deve ter bem detalhados para que o leitor não se confunda (a não ser que você opte pelo estilo de reviravoltas)
  •  Protagonista - Mocinho(a) , herói, personagem principal sobre o qual a historia vai ser contada
  • Antagonista - Vilão(a) , que faz tudo para atrapalhar os planos do herói.
  • Amigos do Mocinho(a) - personagens coadjuvantes que ajudam o mocinho em sua cruzada-plano-busca-qualquer coisa. São amigos do peito que não o abandonam.
  • Capangas do Vilão - como o nome já diz, á mando do vilão são capazes de fazer qualquer coisa.
  • Personagens secundários - são personagens que são secundários, mas que em algum ponto terão uma importância para a história.
  • Personagens Elenco-de-apoio - personagens sem nome (ou não), que estão lá apenas para denotar uma presença, uma mutidão, sem importãncia isolada para a história.
     O protagonista deve causar empatia no leitor, deve ser bem descrito, bem como seus motivos, assim como seu opicional par romântico. O leitor deve comprar a idéia de que ele é o heroi, com quem o leitor deve se identificar. Um herói fraco não leva o enredo para frente, por mais que seja original. Personagens fortes e de opinião são muito bem recebidos. Mas não caia na besteira de deixá-los muito arrogantes. Normalmente estão em busca de algo, como realizações pessoais, um grande amor, uma vingança, tipo "Preciso reencontrar meu _________"(preencha com Pai, irmã, irmão ou grande amor), kkkkkkkkk. São ativistas, acreditam na causa pela qual estão lutando, e algumas vezes tem sérios problemas com dilêmas morais, mas de alguma forma conseguem resolver tudo no final.
     O Vilão é uma faca de dois gumes, ele tanto pode ser odiado quanto amado. Sim, quem não ama Hannibal Lecter? E voltamos ao problema do herói fraco ou chato, isso pode direcionar a empatia para o vilão. (Coringa, te amo!!!!!!!!!!!!!!!!) Em sua maioria, eles são muito espertos, eloquentes, sedutores e não tem o velho problema da barreira moral na qual os heróis empacam. Eles fazem oque é preciso para ter o que querem, enquanto que o dilêma corroe o mocinho. O melhor do vilão, é que ele mesmo não acredita que é o vilão, ele acredita em sua causa de modo até mais fervoroso do que o mocinho, isso o faz atingir os extremos que lhe conferem o status de vilão.
     Os amigos e capangas são personagens coadjuvantes de grande importancia, pois tanto o herói quanto o vilão não chegariam á lugar nenhum sem uma mãozinha amiga. Se bem desemvolvidos também podem ganhar um espaço no coração do leitor e em determinados casos, uma história só para ele.
     Personagens secundários são necessários quando á a necessidade de uma fonte de informação que não possa ser encontrada pelo núcleo do heroi ou do vilão, eles tem uma unica função que é direcionar, um espaço pequeno e depois disso dificilmente voltam á aparecer na trama.
     Os personagens Elenco-de-apoio aparecem só encher linguiça. Tipo,
   
     "Mike estava na fila do caixa naquele mercadinho de beira de estrada, havia só uma pessoa na sua frente, um homem alto e forte, usava calça jeans e uma camisa de flanela vermelha por baixo do casaco de couro marrom, ele tinha um cheiro forte de gasolina, devia ser um caminhoneiro, um dos muitos que utilizavam aquela parada no fim do mundo. A operadora de caixa passava sua compra com uma lerdeza que mike jamais tinha visto, tanto que Mike já estava ficando meio enjoado com o cheiro de gasolina."

     Repare que apenas Mike tem nome. Mike é o personagem principal e o caminhoneiro um elenco-de-apoio, pois só vai aparecer uma vez, sem nenhuma relação com o resto da historia, e podem ser vários ao longo da trama, são equivalentes aos figurantes em um filme.

     Espero que tenham gostado deste post, já já tem mais!


    

terça-feira, 28 de agosto de 2012

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Como escrever - "Como desesnvolver um tema?"

Olá Leitores!

     Espero que tenham gostado do post anterior, o Como escrever - "Como construir um texto?" , onde falo sobre como construir um texto, sem cair em alguns erros típicos. Hoje, dando seguimento á esse post, vou falar sobre os temas mais utilizados, os que não dão muito certo e sobre publico alvo.

Como desenvolver um tema?

     Muito, bem, agora que você já sabe como construir um texto, que ele deve prender o leitor e deve ter começo, meio e fim, agora deve escolher o tema que a sua historia deverá seguir.
     Os gêneros variam de acordo com a predileção do autor.
  • Romantico
  • Suspense
  • Terror
  • Biográfico
  • Humor
  • Infanto-juvenil
  • Erótico
  • Aventura
  • Outros
     Uma vez escolhido o gênero, agora deve escolher o tema, o que é completamente diferente. Há varios temas no gênero aventura, (por exemplo piratas, guerra, busca por alguma coisa, uma jornada) e á partir do tema escolhido se desenvolve o enredo.
     Cuidado quando escolher um tema, você deve considerar o seu estilo e o publico alvo. Crianças gostam de historias em que se está em busca de alguma coisa; Adolescentes gostam de ficção, uma mistura de terror e romançe ou algo assim, Mulheres mais velhas gostam de romançe, Eu gosto de suspense, mas aí cabe ao autor descobrir em qual genero se sente mais á vontade e saber quem quer atingir. Como eu já disse no outro post, temas da moda nem sempre dão certo, uma vez que os leitores já estão de saco cheio da mesma coisa e uma historia original chama atenção exatamente por isso. Mas também, cuidado para não viajar na maionese. Uma ficção pode ser plausível e isso prende o leitor, ele deve se espelhar na história.
     Eu particularmente, prefiro começar com um "E se..." . Sim, uma pessoa normal, humano como qualquer um que de repente vê suas vida modificada por um determinado evento que muda tudo, até seu modo de ver o mundo, e em certo momento da historia, ele se pergunta, "Como vou continuar sendo eu mesmo depois disso?". Esse ponto de partida funciona muito bem para a maioria dos gêneros e dá um bom começo, para quem tem dificuldade de começar. Começe pelo evento que muda tudo e daí continue descrevendo suas consequencias, dá certo.

Por hoje é só pessoal. fiquem ligados para o proximo post!
bejus!
    

    
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Como escrever - "Como construir um texto?"

     Ola Leitores, hoje eu vou tentar passar um pouco do que eu sei, esse é o primeiro de uma serie de postagens que eu pretendo colocar aqui sobre como escrever um texto, para quem tem dificuldade.
     Em primeiro lugar, esse é o modo como eu escrevo, logo isso não é uma regra que devam seguir á risca, eu mesma acho que tenho muito o que melhorar na minha maneira de usar as palavras, mas lá vamos nós.

Como contruir um texto?

     Eu gosto de antes de tudo, escolher o gênero e me ater é ele, por exemplo, um suspense deve ser um suspense do começo ao fim.
     O tema deve ser sólido, o autor deve saber do que está falando. Pesquisas ajudam e o google está ai para isso. Não adianta querer viajar muito na batatinha, que um leitor mais atencioso vai perceber os erros, que na maioria das vezes são bestas. Se a sua história não se passa na Terra Média, na Terra do Nunca, no País das Maravilhas ou em Hogwarts, sua historia deve seguir as leis da física, unidade de medidas e datas historicas caso coincida com uma.
     O autor tem poucas paginas para prender a atenção do leitor. Não que ele deva já fazer um resumo da historia no primeiro paragrafo, mas sim, deve instigar no leitor a curiosidade aos demais capitulos e simpatia pelos personagens. Reviravoltas mirabolantes são desnecessárias e muitos leitores não gostam, como o mocinho que do nada vira o vilão, ou a mocinha que de repente coloca uma galhada no mocinho, e uma historia que deveria seguir um tema determinado começa á girar em torno da duvida dela em com que ela fica, desviando a atenção do tema original da historia.
     A historia deve ter começo, meio e fim. Parece besta, mas é mais dificil do que pensa. Perder um detalhe ou outro no meio do caminho causa uma grande lacuna na historia e deixa o leitor com cara de idiota. O começo deve apresentar o tema, os personagens e suas intenções, o meio deve explicar o por que e deve ser dinâmico, o fim deve ser a conclusão da historia com suas consequências. Há quem goste desse tipo de historia que não termina nunca, em serie, e voltamos á questão do perder um detalhe que o autor não percebe, mas o leitor percebe, fora que uma historia assim acaba por se tornar enfadonha.
     O português correto é importante, claro, mas dependendo da sua temática, pode ser usado sim uma forma mais coloquial de escrita, dependendo também do publico que se quer alcançar. Não vale á pena encher uma história de girias que os mais velhos não vão entender, nem usar o pretérito mais que perfeito que só a sua vó vai entender. Tem que dosar, uma dica é escrever de uma forma que você mesmo falaria naquela situação.
     Originalidade? Se possivel. Não vou ser hipócrita á ponto de dizer que DEVE ser original, os temas mais aceitos estão tão batidos quanto maionese, e se eu ver mais um livro de vampiro adolescente eu grito. Não é por que está na moda que vai dar certo. Mas o autor deve sincero quando escreve, mesmo se for sobre um tema batido. Lembrando que um original pode não agradar a maioria, mas cativa um grupo fiel.

Por enquanto é isso. Fiquem ligados para os próximos

domingo, 26 de agosto de 2012

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"Eles estão vindo!" de Natalia de Oliveira


Eles estão vindo!
 
     Suzana olhava para seu relógio de pulso de cinco em cinco minutos. Eram dez e quinze da noite e ela espera que mais cinco minutos se passassem para que finalmente pudesse dar o expediente por encerrado e ir para casa. Suzana trabalhava em um mercadinho não muito longe de sua casa, o que era bom, pois podia ir e vir á pé, o problema era que fora escalada para o último turno, das duas horas da tarde até as dez e vinte da noite. Tudo bem que o mercadinho em si era fechado ás nove, mas tinha que ficar até as dez e vinte para organização reposição de mercadoria e essas coisas. Embora já tivesse terminado tudo já fazia uns quinze minutos, não podia ir embora por conta do sistema de banco de horas, ou seja, minutos á menos, pagamento á menos, e isso, ao contrario de outras coisas nessa empresa em que trabalhava, era seguido á risca.

     Estava sentada no sofá da salinha dos funcionários, de braços cruzados, com a bolsa no colo, olhando para o nada, esperando os minutos se arrastarem. Ouviu o som dos passos das suas colegas subirem a escada que levava ao segundo andar do pequeno prédio, onde fica o escritório, sala da gerencia e sala de funcionários. As vozes soavam animadas enquanto se aproximavam e entravam na sala.

     - Ah, mas aquela caixa de geleia estava mais do que vencida. – Carol disse entrando pela porta, ao mesmo tempo que tirava o crachá do pescoço.

     - Eu sei, mas você tinha que chamar um dos meninos para ajudar você a levar para a lata de lixo. – Jaqueline, a gerente da loja, disse em tom de reprovação. – Machuca as costas, ai eu quero ver trazer atestado.

     Jaqueline era gerente da loja, mas era tão humilde e companheira das outras operadoras de caixa que era impossível usar o termo chefe quando se referiam á ela.

     - Ah, já está ai? – Jaque disse olhando para Daniela – Vida boa né? – disse indo em direção aos armários para pegar sua bolsa.

     - Eu terminei de lavar a cozinha e os banheiros faz tempo. – Suzana argumentou com um meio sorrisinho. – Vocês que ficam ai, fazendo hora.

     - Fala, ligeirinha. – Carol disse chicoteando a perna de Suzana de leve.

     Todas usavam o uniforme do mercadinho, que se consistia de calça jeans e uma camisa polo verde com o logotipo do mercado. Só restavam as três para ir embora, e depois que as duas que faltavam pegaram suas bolsas, ficaram todas em frente ao relógio de ponto esperando dar a hora.

     Depois de terem passado o cartão, desceram a escada e saíram pela porta de aço que Jaque fechou com a chave que lhe era confiada. Depois das despedidas habituais, cada uma foi para um lado: Jaque iria pegar o ônibus sentido bairro Esperança, Carol iria pegar o ônibus sentido Centro, onde ela pegaria o ônibus para o seu bairro, já Suzana, como já foi dito, morava perto, por isso iria embora á pé.

     Perto é modo de dizer, o mercado ficava na avenida principal da cidade, Avenida Barão de Mauá, ela morava no bairro do Jardim Mauá, que começava na segunda entrada vindo em direção centro a partir do mercadinho. O motivo pelo qual Suzana não pegava ônibus era por que não havia ônibus que viesse sentido centro que virasse na entrada do seu bairro. Se quisesse, poderia pegar um, descer no centro, pegar outro que voltasse e nem desceria em sua rua, além de gastar no mínimo uma hora nisso, logo, ela preferia gastar vinte minutos e ir á pé.

     Pegou o celular em seu bolso, do outro bolso pegou os fones de ouvido, acoplou um no outro, selecionou uma musica, colocou os fones e saiu andando pela noite.

     Suzana tinha que admitir, quando fazia isso realmente não prestava atenção no que acontecia á sua volta. Não prestou atenção nos carros que passavam á toda velocidade na avenida, não prestou atenção em uma viatura que quase bateu em um carro bem perto dela, nem em varias outras coisas que estavam acontecendo á sua volta que estavam dando pistas do que estava acontecendo. Só prestava atenção na musica que ouvia.

     Atravessava a rua, mesmo no sinal vermelho, um carro quase a pegou. Ela xingou e continuou seu caminho estranhando o acontecido, afinal, era ela quem estava com a razão. Quando começou á subir a ladeira, percebeu que os estudantes que deveriam estar saindo da escola no mesmo horário não estavam nas ruas. Estranho. Então tirou o fone do ouvido e começou á prestar atenção. A noite estava muito quente e quieta, como se houvesse algo pesado no ar. Ouviu o som da sirene de uma ambulância que corria á toda velocidade na avenida lá embaixo, fazendo-a se virar para olhar. Achou muito estranho, pois lembrou-se de ter ouvido um carro de policia passar e aquele carro que quase a atropelou, será que estava todo mundo doido hoje?

     Continuou seguindo seu caminho e chegou á avenida Joaquin Chavasco, a avenida que antecedia sua rua, estava deserta, como nunca a tinha visto, até o bar, que sempre ficava aberto ao longo da noite estava com pessoas de menos e meia porta baixada. Ela passou olhando e reparou que as cinco pessoas que estavam dentro do bar estavam assistindo tv, mas não o canal de esportes, como era de costume, mas sim, o jornal. Todos tinham um ar muito estranho, e um deles veio até a porta e olhou para os dois lados da rua, procurando por alguma coisa que ele não queria ver. Quando ele viu Suzana ele fez uma cara de espanto.

     - O que você tá fazendo na rua, moleca?! Vai pra casa e se tranca! – ele gritou para ela.

     Como assim?! Quem era aquele cara? Nem o conhecia e ele estava mandando ela ir para casa como se ele fosse seu pai. Ela ficou tão bestificada com isso que nem respondeu, apertou o passo continuou seu caminho, sua casa estava á menos de cinco minutos.



     Sua casa era a primeira, quando a Joaquin Chavasco se bifurcava com a Albino Bianchi, do lado direito. Ela andava rapidamente e percebeu que uma pessoa vinha em sentido contrario ao dela, pela Joaquim Chavasco, a única pessoa que andava na rua além dela, mas havia algo estranho. Parecia ser um homem, pois parecia alto e forte, mas andava de forma estranha, meio cambaleante, torto, como se estivesse bêbado. “Ah, não! Um bêbado!” pensou. Outra vez apertou o passo, pela distancia que ele estava, ela estaria dentro de sua casa quando ele alcançasse a sua rua. Ajeitou a bolsa no ombro e caminhou rapidamente, quase como a marcha olímpica e como previra, descia a escada de sua casa antes que ele entrasse na rua.

     No momento em que descia a escada, o telefone celular em seu bolso tocou e ela atendeu quase se desequilibrando na escada.

     - Alô?

     - Suzana? Você tá em casa? – a voz de sua mãe soou do outro lado da linha.

     - Oi mãe, como vai mãe?

     - Responde menina, onde você está? – a voz de sua mãe soou nervosa.

     - Estou descendo a escada mãe.

     - Corre logo para dentro e se tranca.

     - Mas, oque. . . ? Como assim? – era a segunda pessoa que falava para ela se trancar.

     Nesse momento ela abria o portão de casa, mas como estava conversando com sua mãe no telefone de distraiu.

     - Oque está acontecendo?

     - Se tranca!

     - Mas. . .

     O telefone da casa tocou nesse momento, ela entrou e sem que percebesse deixou o portão entreaberto.

     - Espera um pouco mãe. – ela disse correndo através da cozinha e entrando na sala de estar para atender o telefone que ficava no canto da sala. Jogou a bolsa no sofá e atendeu o telefone. – Alô.

     - Suzana? – a voz de Jaqueline – Você já chegou em casa?

     - Já.

     - Você tá bem? – ela parecia nervosa.

     - Meu Deus, o que é que tá acontecendo afinal? Tá todo mundo dizendo para eu entrar em casa. – disse já irritada.

     - Liga a tv! Agora!

     Suzana sentiu um frio na barriga. Aquela sensação de que algo estava terrivelmente errado. O celular ainda estava em sua mão, então colocou o telefone de casa de ladinho na mesinha na qual ele ficava, pegou o controle remoto da tv que estava jogado no sofá e ligou a tv, que já estava sintonizada num canal de noticias. Uma repórter a qual não sabia o nome tinha uma expressão consternada, ela segurava um papel e era notável que ela tremia assim como sua voz.

     - . . . acaba de chegar da central de redação. - ela deu uma pausa e engoliu em seco, olhando para o papel em sua mão – O numero de ocorrências é impressionante, os telefones da policia e da emergência estão congestionados, mas. . . fontes em nossos blogs afirmam ser mais de 2000 ocorrências no Estado. As noticias ainda são controversas, mas todos os veículos de informações são unanimes em afirmar que. . . – a repórter leu, olhou para o lado, como se para confirmar se o que estava lendo era o que ela tinha que falar para o pais, e como se a resposta fosse afirmativa, ela tremeu mais uma vez e disse pausadamente - . . . os ataques á civis que começaram no começo dessa noite no Aeroporto de Congonhas foram causados por Mortos.

     - O que? – Suzana disse sozinha.

     - Mortos que, de alguma forma, levantaram e atacaram os vivos. A precaução recomendada é que de forma alguma os civis tentem interagir com os agressores, eles são extremamente perigosos, fortes e qualquer tentativa de conversa não funcionara. Sua intenção parece ser apenas a de causar danos com violência e. . . dentadas. Eles são extremamente violentos e acreditasse que também sejam portadores de alguma doença contagiosa, pois as vitimas, depois de atacadas, adquirem o mesmo comportamento.

     - Meu Deus do céu. – Suzana disse espantada com oque estava ouvindo. Isso não era possível.

     Ela assistia a isso boquiaberta. Será que isso era alguma pegadinha, alguma brincadeira de mau gosto? Os mortos estavam atacando os vivos? Não, isso era irreal demais. Mas aquela repórter tinha uma expressão de medo no rosto. Então começaram á exibir imagens dos acontecimentos: Pessoas que pareciam normais, mas estavam feridas, como se tivesse tido um acidente de carro gravíssimo, correndo atrás de outras que corriam em desespero; em alguns casos, um grupo de dez cercava uma garota e avançava nela, o resto da imagem era borrada, mas dava pra deduzir o que acontecia.

     Suzana até esqueceu o telefone, estava tonta com o que via na tv. Esqueceu até de que havia deixado o portão entreaberto. Ouviu uns passos na cozinha, mas ela morava sozinha. Virou-se, olhou para a porta da sala que levava á cozinha e viu que um homem estava entrando na sala, mas não era um homem normal, era um morto!    

     Ele era o mesmo homem que andava cambaleante na rua á pouco. Talvez ele tivesse visto Suzana, talvez ele tivesse sentido seu cheiro, a questão era que ele havia descido a escada, sabe Deus como, e agora estava ali, na sua casa. Ela não o conhecia, era branco, com uma camisa azul muito escura e uma calça jeans, seu lado esquerdo estava lavado de sangue, a cabeça, o pescoço tinha um ferimento enorme, e parecia que faltava um pedaço e de lá, jorrava o sangue que molhava sua roupa e fazia uma trilha no chão. Ela gritou e caiu no chão. A criatura soltou um guincho alto, como um animal enraivecido e avançou em direção á ela, mas ela foi ágil e escapou por baixo de seu braço que estava aberto para agarra-la. Ela saiu correndo pela cozinha, trombando na mesa de jantar. A cozinha era o cômodo central da casa, ao qual os demais cômodos estavam ligados, assim como seu quarto. Ela entrou em seu quarto com a criatura vindo cambaleante em seu encalço. Ela correu e entrou em seu banheiro, trancando-se, em seguida caiu no chão, batendo as costas na parede.

     Alguns segundos depois, ouviu a criatura soltar o guincho hediondo outra vez para em seguida começar á bater e á chutar a porta.

     - Meu Deus! – ela chorava. Ainda na mesma posição estatelada.

     A criatura continuava a bater, insistindo.

     A porta do banheiro estava ali desde que se lembrava, desde que era criança. Era de madeira boa e forte e mostrava poucos sinais de desgaste, mas isso não era motivo de alivio. Ela não sabia quanto tempo a porta aguentaria.

     Suzana respirava descompassadamente, nervosa. Tremia dos pés á cabeça, isso não podia estar acontecendo. Durante toda sua vida, assistira á filmes de zumbis, era fã de George Romero, mas ver essas coisas, essas criaturas na vida real era. . . era horrível.

     A criatura fez silencio e tudo ficou quieto, a não ser pela respiração de Suzana. Ela se ajeitou e ficou escutando. Nada. Se levantou, sufocando o choro com as mãos. Ela tremia mas foi se aproximando da porta. Ela encostou o ouvido na porta, tentando ouvir alguma coisa e nesse momento, a criatura bateu mais forte, chutando e esmurrando, arranhando com as unhas loucamente e guinchando daquele modo grotesco.

     Outra vez Suzana caiu no chão desesperada. Encolheu-se, abraçando as pernas e balançando como uma criança.

     - Pai nosso, que estais no céu, santificado seja vosso nome, venha á nos o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. . .

 

     Suzana abriu os olhos, a luz entrava pela pequena janela quadrada do banheiro. Sentiu uma dor horrível na barriga e se colocou sentada, o banheiro estava diferente, estava claro com a luz do sol. Levantou a polo verde e viu um hematoma como um traço na barriga, o encontro com a mesa na hora da fuga. Parou para ouvir. Percebera ao longo da noite que a criatura ficava quieta de proposito esperando que ela se aproximasse da porta, agora sim sabia que a criatura sentia seu cheiro, ela sabia que Suzana estava ali e não iria embora. De vez em quando Suzana o ouvia arranhar a porta com as unhas e respirar como se estivesse constipado. Suzana chorara tanto que dormira com tanta dor de cabeça, se bem que a pancada que levara na cabeça quando caíra de encontro a parede do banheiro contribuía muito.

      Levantou-se caminhou lentamente até o vaso sanitário. Se aliviou e em seguida foi até a pia, lavou as mãos e bebeu um pouco de agua. Olhou para a porta, a criatura que estava quieta voltara a bater na porta com violência, mas Suzana não tremia mais. Tivera bastante tempo para perceber que o morto não derrubaria a porta, por mais perigoso que fosse, não derrubaria uma porta de madeira maciça, seu problema era outro agora. Estava em um banheiro, mesmo que tivesse agua por um certo tempo, não tinha comida. Se não desse um jeito de sair de lá, morreria de inanição em pouco tempo. Não tinha para onde correr.

 

     O dia corria lento. Era o terceiro dia dentro do banheiro, Suzana estava encostada na parede, com as pernas estiradas no chão. Estava sem a camisa, só de sutiã, pois a camisa pendia molhada na pia, depois de ter se lavado precariamente na pia. Ela jogou um pedaço de azulejo que havia se soltado da parede com o seu impacto, e sua maior diversão era ficar jogando esse caco para lá e para cá. Ela jogou o azulejo na porta e outra vez a criatura se manifestou.

     - Cala a boca! – ela disse sem paciência esfregando as têmporas doloridas.

     Pior do que morrer de inanição era ficar ouvindo aquele ruído irritante até a hora derradeira. Ela devia ter imaginado que o fim seria assim, morrer de fome e de tedio.

     - Meu pai, você era chato assim quando você era vivo?

     Nesse momento ouviu um barulho, como de vários passos dentro de casa e a criatura guinchou. Pronto, agora sim, um monte desses e derrubariam a porta. Levantou-se apreensiva, no entanto algo estranho aconteceu.

     - Pode deixar, chefe, ele é meu! – Suzana ouviu a voz de um homem dentro do quarto.

     Ouviu um som metálico, como de o engatilhar de uma arma e então vários tiros. Suzana se agachou se encolhendo no canto do banheiro. Ouviu o som de alguma coisa pesada e mole caindo no chão, depois sangue escuro entrou por baixo da porta do banheiro. Suzana se levantou, não queria que aquele sangue tocasse nela pois lembrou-se do que a repórter disse três dias atrás.

     - Chefe, - a mesma voz disse outra vez – Tem alguma coisa ali dentro, eu vi sombra por baixo da porta.

     Suzana prendeu a respiração quando forçaram a maçaneta e constataram que a porta estava trancada por dentro.

     - Tem alguém vivo aqui?!

     - Tem! – ela gritou e abriu a porta, deparando-se com uma imagem que nunca imaginou ver na vida:

     Haviam cinco homens em seu quarto, com farda do exercito, portavam rifles e calibres 12 e outra gama de armas que ela não identificava mas que estavam apontadas para ela. A criatura estava jogada no chão praticamente sem a cabeça e seu sangue inundava o quarto e entrava no banheiro. Ela tinha os braços levantados mostrando que era inofensiva, pois estava assustada com aqueles soldados.

     - Moça, você está ferida? – o que parecia ser o líder disse com voz imponente.

     - Não.

     - Foi mordida ou atacada?

     - Não. – sua voz tremeu, eles apontavam a arma para sua cabeça.

     - Esse sangue entrou em contato com a senhora?

     - Não.

     Um dos soldados se aproximou dela e olhou bem no fundo de seus olhos. A pegou nos braços com uma delicadeza que ela estranhou e relutou um pouco.

     - Calma, amor.

     Ele a carregou até a cama, tirou a jaqueta da farda e a colocou sobre os ombros dela, cobrindo sua semi-nudez, um toque de cavalheirismo.

     - Qual seu nome? – ele disse tirando uma mecha de seu cabelo que caia em seu rosto.

     - Suzana.

     - Meu nome é Lucas. Há quanto tempo estava trancada no banheiro, querida? – ele disse com voz macia.

     - Três dias. – ela respondeu mais calma. – O que vocês estão fazendo aqui?

     - Somos desertores.  – ele sorriu - O mundo acabou, o governo, foi pelo ralo, estamos tentando achar algum lugar seguro e enquanto isso, vamos fazendo umas paradinhas.

     - Estão saqueando a minha casa? – nesse momento ouviu o som de vidro se quebrando na cozinha e percebeu que três soldados não estavam mais no quarto, apenas Lucas e o Chefe continuavam lá.

     - Ainda bem que estamos, não é? – ele sorriu naturalmente. – Está com fome? Claro que está. Vou trazer alguma coisa pra você comer.

     Com um olhar terno, ele se levantou e saiu do quarto, deixando apenas o Chefe com Suzana. Ela continuava ouvindo o barulho pela casa, das portas dos armários sendo abertas e seu conteúdo sendo saqueado. Isso era realmente o fim do mundo. Ela percebeu que os olhos do chefe estavam fixos nela, mais precisamente na jaqueta aberta. Inconscientemente ela se encolheu e fechou o zíper da jaqueta.

     - Desculpe se parecemos grosseiros, mas as coisas estão confusas no mundo. – ele disse com tom ameno

     - Eu agradeço pela ajuda, se não fosse por vocês eu teria ficado trancada naquele banheiro até morrer de inanição. – ela disse moderando a voz e tentando ignorar o fato de que estavam depenando sua casa.

     - Bem, como Lucas disse e você também já deve ter percebido, querida, o mundo foi pelo ralo. Não há mais governo, não há mais policia, nem criminosos, só existem sobreviventes. – ele disse com um tom estranho. – Espero que esteja me entendendo.

     - Estou. – não estava.

     - Pessoas nessas condições se transformam e agem de forma que não agiriam em sã consciência. Elas podem ser perigosas. Pode vir com a gente, se quiser. Uma garota novinha como você não pode ficar por ai desprotegida, podemos proteger você.

     - Como?

     - Ou você prefere ficar e voltar para o banheiro.

     Eles se olharam por um tempo.

     - Muito bem, to vendo que isso vai ter um preço.

     - Você é esperta. – ele disse com um meio sorriso.

     Ele tirou a jaqueta e a camisa camuflada e se aproximou de Suzana.

     - Vai ter o meu preço. – ela disse impedindo ele com a mão. – Você vai me dar uma dessas armas também, vai me ensinar a usar e vamos até a cidade de Pilar, ver se minha mãe está viva.

     - Justo.

     - Justíssimo. – Suzana concordou abrindo a jaqueta.


 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

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Nova opção no menu!

Olá Leitores!

Há uma nova opção no menu no Natalia de Oliveira escreve. . .  , é a opção Resenhas, onde escrevo as sinopses do livros que mais me chamaram a atenção na esperança de que vocês também se interessem por essas obras. Normalmennte não são livros que estão em moda, (os fanaticos pelo Crepusculo que me perdoem), mas são livros que chamam minha atenção pelo modo como foram escritos, as sacadas inteligentes e, claro, o sarcasmo imbutido. Para quem gosta de ler e pensar, é uma boa pedida.
bejus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Novo teaser de "Uma Carona no escuro"

     Olá Leitores.
     Esse é o novo teaser que eu fiz para divulgar o livro "Uma carona no Escuro", de minha autoria.
O teaser está melhorado e espero que vocês gostem do resultado como eu gostei. Lembrem-se de que eu o fiz usando uma das ferramentas mais maroscas do windows, mas acho que dá pro gasto, para alguem que sabe pouco sobre essas coisas de informatica.


 
 
 


terça-feira, 21 de agosto de 2012

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Poema elfico

"Minha casa ficou para trás,
 Há um mundo á frente,
 E ainda há muito á andar.

 Atravéz das sombras,
 até o fim da noite
 até quando as estrelas não brilharem mais.

 Névoa e sombra
 nuvens e escuridão
 tudo vai acabar
 tudo terá de acabar"

J.R.R Tolkien
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Como comprar um livro no "Clube de Autores"?

     Como comprar no Clube de Autores?
     Muita gente me pergunta como se faz para comprar um livro no site Clube de Autores, uma vez que sou uma de suas escritoras e meus livros estão disponibilizados lá, assim como de muitos outros autores. A compra é feita de modo facil, deixa eu explicar:

1° Passo: entre no site por esse link, www.clubedeautores.com.br
2° Passo: no canto superior direito, tem o link de login e cadastre-se, confirme em cadastre-se.

3°Passo: preencha os dados cadastrais, é facil e sem susto.





















4° Passo: é só escolher o livro e a forma de pagamento


5° Passo: Parabéns, você comprou um livro pelo Clube de autores!

Obs: O processo é o mesmo pela Agbook , e o livro demora até cinco dias uteis para chegar na sua casa.

domingo, 19 de agosto de 2012

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Soneto de Fidelidade, Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.




Eu adoro esse soneto!

sábado, 18 de agosto de 2012

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A Desculpa


A Desculpa

....

Eu te gostei.

Gostei mesmo. Simplesmente gostei. Fazer o que.

Sei que a vida é assim. Ninguém manda no sentir, no curtir, no gostar.

Não faço questão de agradar. De ser visto. De ser notado. De ser apreciado. De ser...

Você melhor do que ninguém deve saber.



Só não entendi por que veio, então.  A porta está sempre fechada. Sempre.



“Possessions never meant anything to me”, que que eu vou fazer.



Mas veio. Abriu a porta. Entrou.

Falou coisas primeiro. Falou verdades. Mostrou cantos escondidos da tua vida, do teu ser.

Mas da mesma maneira que entrou, você saiu. Do nada.

E é automático do ser se culpar. Pensar no que fez errado. No que poderia ter feito.

A vida é assim. Os bons fazem tudo certo e ainda ficam se culpando pela fraqueza das outras pessoas.

Falta verdade. Falta vontade. Falta decisão.

As pessoas não têm certeza do que falam. Do que fazem. Não conseguem falar um “é por isso” ou “é por aquilo”. Preferem dizer que o problema é com elas e não com você.

“Quem quer dá um jeito, quem não quer dá uma desculpa.” Usei essa frase antes de você.
                                                                                                         Cássio Antoniazzi
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Silent Sea


Silent Sea



Sonho contigo ao meu lado

E mesmo sem esperança,

Carrego este pesado fardo.



És tu, meu grande amor,

Lindo como o silencio do mar.

Ainda sigo a lhe amar

Que ao soar o seu nome,

Meu coração volta a palpitar.



Escorrem lágrimas à mercê

No tempo em que nada existia,

Além de eu e você.


LUCAS ZENI    
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Better


Better

Somos melhores que muitos

E muitos melhores que nós.

Muitos são até melhores que

Aqueles que achamos serem

Melhores que nós e que nos acharão

Melhores que eles.



Na verdade, somos todos iguais,

Com as mesmas chances,

Capacidades, esperanças e sortes...

Somos suscetíveis a tudo
                                            LUCAS ZENI        
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Realidade Emocional


   Realidade Emocional




Diante daquela mesa, sentado
observando....
Encontro muitas bocas e muitas bocas se encontram.
Tenho pensando em um sentido para toda intimidade.
Não prossigo nas paixões e emoções, mas muito tenho a dizer.
Deixe-me aqui, e fique por aqui.
Ver a perdição de alguém que amo não faz sentido,
Não desejo a ninguém.

...

Alguém bate à porta, o que devo esperar?
Mais um encontro, de tantos, sem sentido, sem sentimento.
Apenas mais um suor na cama e um beijo molhado,
De alguém que não me esperará no café da manha e nem me levará pra jantar

...

Uma mensagem no celular,
Belas palavras e um coração no final...
Devo acreditar?


Não desta vez....

                                                            
                                                                                       TULIPA
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Sobre a distancia


Sobre a distância

não gosto de abraços prolongados
eles siguinificam DESPEDIDA
não gosto dos seus olhos
quando eles siguinificam ADEUS

mas não fique triste
não estamos tão longe
quer dizer
assim tão longe
como você pensa

olhe pra lua
está vendo?
eu também estou olhando pra ela
se estamos olhando para
o mesmo objeto
ao mesmo tempo
se partilhamos da mesma lua
essa noite

é porque não estamos assim
tão distantes....


LEONARDO MINGOTTI                         

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Historias que tocam o coração


HISTORIAS QUE TOCAM O CORAÇÃO

Eu voltava para casa quando uma senhora redonda usando um óculos de intelectualóide maior que o seu rosto me abordou.
- Você gosta de ler? – perguntou.
- Gosto.
- Eu escrevo histórias que tocam o coração. Românticas, sabe?
- De uma forma ou de outra todas as histórias podem tocar.
Ela abriu um sorriso de tia e se aproveitou da minha boa vontade.
- Você é muito querido.
Devolvi outro sorriso, evitando pegar um dos seus exemplares. Ela insistiu. Peguei um. Antes de eu ler a primeira linha ela falou que cobrava apenas dois reais. Fechei o livrinho e o devolvi, agradecendo.
- Eu comprei uma cerveja agora pouco e fiquei sem dinheiro – me expliquei. E foi a verdade. E mesmo que não fosse eu iria dar a mesma desculpa. Sempre invejei as pessoas sinceras. Eu sempre precisei dar alguma desculpa.

- Qual cerveja você tomou? – perguntou.
Respondi, e a mulher lamentou por estar “trabalhando” e não poder tomar uma e resolveu me entregar um de seus escritos de presente. Ela não havia entendido que eu não queria nem de graça. Mas aceitei para me ver livre de uma vez.
- Obrigado – respondi automaticamente.
Ela colocou suas mãos em meus ombros e se despediu.

Observei sua enorme bunda se distanciando. Parecia um gigante par de bochechas que balançavam em sincronia com seu caminhar cansado da vida de inseguranças e desperdícios. Ficou parada diante de uma lata de lixo por alguns instantes e então colocou fora seus livros que tocavam o coração. Acomodou-se na mesinha em frente a um bar e pediu uma cerveja, encerrando seu expediente mais cedo e, pelo jeito, encerrando sua tentativa frustrada de se tornar uma escritora. Sábia decisão.
Aliviado por ela resolver parar de tentar tocar os corações de estranhos na rua, também coloquei meu exemplar fora.

EDU STELMACK

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Desliga a TV e vai ler um livro!

     Olá Leitores.
     Como pode, a arte que é a escrita ser ignorada pelas pessoas em troca da TV?
     A palavra escrita é algo que dura para sempre. São o coração e a visão do escritor que nos tranportam para terras distantes, ele nos permite entar em sua mente e questionar nosso conceito de realidade. Ler um livro nos faz pensar.
     Agora, a TV não nos permite isso, é limitada. Pré-progamada para nos empurrar uma idéia, e pré-programados como estamos, aceitamos essa idéia. Programas de "compre isso, você não precisa, mas eu estou dizendo que você precisa, então compre!" , progarmas que supostamente deveriam ser de humor, sinceramente, eu não vejo graça nenhuma em humilhação publica em rede nacional.
     Eu vi uma coisa muito decepcionante ontem que acho ser a gota d'agua, e creio que eu não estou sozinha nessa. A novela "Avenida Brasil" é a obra mais moralmente errada que eu já vi na minha vida. O "Policia 24h" tem muito mais conteudo!
     Vamos analizar o porque: primeiro tem a Nina, que está arquitetando sua vingança maléfica conta a Carminha. Eu sei, eu falando sobre vingança, mas essa personagem estrapola. Gente, em primeiro lugar, o pai dela saiu desembestado sozinho para ser atropelado, ou seja, mesmo por uma culpa indireta, ela se vinga. Beleza. Ela foi para o lixão, mas ela só ficou 2 meses no lixão, com a mãe Lucinda cuidando dela e ela foi adotada por familia gringa e teve vida de pricesa. Ela ainda se vinga. Belezinha. Não suficiente, além da humilhação, do roubo, por que o dinheiro do sequestro da carminha que ela tem ela roubou, além de ela fazer a Carminha ir pro Hospício, isso ainda não é suficiente. Afinal, quem é a vilã dessa novela?
     Fora outras coisas que me deixaram de queixo caido, O tal do Cadinho e suas tres mulheres. Fala serio, isso aqui agora virou Arábia? O cara tem tres mulheres e elas tem que aceitar?
     Mas isso ainda é fichinha, perto do que eu vi ontem. O Jorginho espancando o Max quando descobre que este é seu verdadeiro pai. Espancava, xingava, parava um pouquinho, via que ainda não tava bom e tornava a bater. Agora os idiotas de plantão vão dizer "Ah, mas ele é bandido, o Max não vale nada." E isso justifica? Isso justifica uma rede de nivel mundial como é a globo de acabar com o conceito de que familia é sagrado? Se ninguem percebeu o que tava acontecendo ali, não era mocinho defendendo a honra, não era acerto de contas de um grande vilão da trama, era um cara idiota espancando o pai por que não adimitia tal ideia. Agora, é esse tipo de coisa que o brasileiro assiste e acha bonito. Se uma pessoa como o Jorginho espanca o proprio pai daquele jeito, não respeitando nem o proprio sangue, o que ele respeita? Uma vaca que disse na cara dele que vai acabar com sua mãe de sangue, com seu pai, e ainda quer que ele a ame.
     Meu Deus! Em que realidade paralela eesa é uma atitude correta? Me diga vocês, leitores, e vamos analizar de novo:
A Carminha é golpista
O Max trambiqueiro
A Nina é quase uma lider religiosa do tipo, morram por mim, pela causa!
O jorginho é um psicopata.
    De qual dessas pessoas vc teria mais medo?
    Tem alguma coisa muito errada com o mundo. Dito isto, gente, desliga a tv e vai ler um livro!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

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Nova capa para "Sebastian"

    Olá leitores!!
  
    Recentemente conheci um blog, o Imaginario's books, é um lugar realmente incrível!
    Esse blog se disponibiliza a ajudar e a divulgar novos autores como nós, com trabalho de criação de capa, revisão e diagramação, totalmente de graça!
    São uns parceiros!!!! http://www.imaginarios-books.com/
    A equipe do Imaginario's fez uma capa nova para o meu livro "Sebastian" (Que ficou muito linda!!!, amei!)
O livro já está atualizado no "Clube de Autores" e no "Agbook", bem melhor do a que estava antes.

Eu queria agradecer de coração á equipe do Imaginario's, á Ricardo Magno Capista e á Nanda Silveira, que elaboraram a capa.

Eu recomendo!!!!!
    


    
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Promoção no "Clube de Autores"

     Olá Leitores!

     Hoje eu quero falar com vocês á respeito de uma pormoção que está acontecendo no "Clube de Autores" por conta do Dia do Folclore.
     Do dia 16 á 22 de Agosto, cada livro impresso terá o desconto de 25% na venda pela internet. Por exemplo, o "Sebastian" que estava á venda por R$ 47,48 está saindo por R$ 41,48.  Aproveitem os descontos!!!!
     Para comprar livros pelo "Clube", a pessoa deve fazer um cadastro. No canto superior direito na opção "cadastre-se" compare a forma de pagamento que melhor se adequa ao seu caso e boa leitura!!!

www.clubedeautores.com

Obs: os descontos são validos apenas para a versão impressa dos livros. Ebooks continuam com o preço normal

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

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Vamos debater Machado de Assis

Olá leitores!!
    Hoje estou aqui para falar sobre uma de minhas obras preferidas da literatura brasileira, "Don Casmurro" de Machado de Assis.
    Devo confessar que a primeira vez que eu li esse livro eu o odiei do fundinho do meu coração malvado. Não sei se é possível odiar um livro, mas eu o achei o pior livro do mundo! Deixe-me explicar o por quê.
     Eu tinha que fazer uma prova sobre este bendito desse livro na escola, isso foi no segundo ano. A professora deu um mês para ler o livro, o problema, era que eu não encontrava essa peça em nenhum lugar. Não tinha na biblioteca da escola, não tinha na biblioteca municipal, não tinha na casa de nenhum parente ou conhecido e naquele tempo, a minha cidade ainda não tinha sebo. Consegui encontrá-lo na casa da professora de pitura da minha mãe, faltando um dia para a prova, quero dizer, eu o encontrei meio dia, na manhã seguinte seria a prova. Cheguei em casa e devorei o livro em algumas horas. Resultado: não entendi nada, fiquei morrendo de raiva por que a prova tinha só cinco perguntinhas mixurucas que eu podia ter respondido sem ter lido o livro.   
     Desde então decidi que nunca mais chegaria perto de um livro tão ruim
     Mas. . .
     Depois de um tempo, a rede globo apresentou uma miniserie baseada na obra do saldoso Machado, "Capitu", no fim de 2008. Como eu já estava mais madura, resolvi dar o beneficio da duvida e assisti ao primeiro capitulo da miniserie, mesmo assim, com os meus dois pés atras.
     E não é que me surpreendeu????
     Tudo bem, quem assistiu a miniserie, sabe que ela é bem confusa, assim como o livro, mas ela era original, tipo, por ser a globo, foi ousado, o texto era fiel, não era uma releitura e eu gostei mesmo.
     Depois disso, resolvi comprar um exemplar do livro e ler com calma dessa vez, por que mesmo eu tendo gostado da miniserie, o livro é sempre uma emoção diferente. Mais animada, li o livro e hoje em dia é o livro brazuca que eu mais gosto, recomendo e defendo com unhas e dentes. Foi amor á segunda leitura. kkkkk.

Sobre o livro

     Para quem não conheçe o livro, ai vai uma breve sinopse:
     A historia se ambienta no Rio de Janeiro do século XIX (dezenove). O personagem principal, Don Casmurro que na verdade se chama Bentinho é um homem frio e triste, está no fim da vida e lhe ocorre escrever um livro, mas não lhe ocorre um tema. Então ele resolve escrever suas lembranças, dentre elas, sobre seu amor de infância, Capitu, uma garota de olhos verdes, que tinha como suas caracteristicas ser esperta e dissimulada. Uma separação ocorre quando Bentinho vai para o seminario apesar das tramas dos dois para que isso não acontecesse, onde conheçe Escobar que se torna seu melhor amigo até depois de adultos.
     Nenhum dos dois segue a carreira eclesiastica e depois de anos voltam ao Rio. Bentinho reencontra Capitu que crescera e os dois se casam. No entanto, as disconfianças de Bentinho em relação a esposa chegam ao ponto do ciume doentio, pois ele se lembrava de como ela era dissimulada quando criança.

Polêmica

     A polêmica que moveu esse livro através dos anos, sendo tema de debates acirrados entre estudiosos e leitores: Capitu traiu ou não Bentinho com Escobar?
     Na minha singela opinião, sim. Mas não pelos motivos que todo mundo pensa.
     Lembre-mos de um trecho, em que Bentinho se lamenta com seu amigo escobar por já estar casado á anos e ainda não ter um filho. Logo depois, Capitu aparece gravida e nasce Ezequiel, que por alguma razão, é a cara de Escobar.
     Mas calma, querido leitor, eu sei que você vai dizer "é óbvio!", mas analizemos os motivos:
     Capitu era uma vaca? Era, mas ela amava Bentinho, bolou varios planos para que ele não fosse para o seminario e quando ele voltou, ela se casou com ele, logo, ela não o trairia por trair somente;
Bentinho havia se lamentado que ainda não tinha filhos. Escobar via o desespero do amigo.
     Conclusão, creio que Capitu traiu Bentinho sim, mas só para dar á ele um filho, e quem melhor do que o amiguxinho Escobar para ajudar? o motivo era o amor que ambos sentiam por Bentinho, tudo bem que a amizade dele e de Escobar me pareçe muito suspeita, mas isso fica para outro debate.
    

    Como veem, não podemos julgar as coisas logo de começo. Uma segunda olhada pode nos revelar coisas que deixamos passar na primeira, isso vale tanto para um livro ruim ou para julgar as pessoas.
Deem o beneficio da duvida!!!!!